XIII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO TRAZ
NOVOS ESPAÇOS NA PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Evento conta com a participação de 290 autores em 132 sessões literárias
De 13 a 23 de setembro o Riocentro será palco da XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que reunirá 950 expositores e o número recorde de 290 autores, sendo 270 nacionais e 20 estrangeiros. Pela primeira vez a Bienal presta homenagem a escritores vivos: o brasileiro Ariano Suassuna e o colombiano Gabriel García Márquez, que completaram 80 anos recentemente. Ambos serão tema de palestras e fóruns de discussão. Outra novidade é o lançamento de novos espaços dentro da Programação Cultural: o Botequim Filosófico, que vai estimular a reflexão sobre temas diversos com a descontração do clima de barzinho; e a Esquina do Leitor, ambiente de debates que possibilitará a participação interativa do público através de votação eletrônica.
Desta vez, a Bienal conta com três curadorias. A historiadora Rosa Maria Barboza de Araújo, que cuida da programação cultural da Bienal desde 1999, faz a coordenação do Café Literário, do Fórum de Debates, do Jirau de Poesia e da Esquina do Leitor, em um total de 100 sessões literárias. A filósofa e escritora Guiomar de Grammont é a responsável pela programação do Botequim Filosófico com 12 sessões e a escritora Suzana Vargas pela Arena Jovem com 20. São 132 sessões literárias somando todos os espaços, número inédito na história do evento. No ano dos Jogos Pan-Americanos, a Bienal do Livro também homenageia os países das Américas com mesas especiais na programação cultural e com a presença de nove escritores de países latino-americanos e seis norte-americanos.
Sobre a Bienal
Uma iniciativa do SNEL – Sindicato Nacional dos Editores de Livros - em parceria com a Fagga Eventos, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro completa nesta edição 24 anos de sucesso. “O evento já está consolidado. O desafio agora é investir em qualidade, trazendo novidades e melhorias para fazer da Bienal um programa cada vez melhor, valorizando sempre o livro e os autores”, afirma Paulo Rocco, presidente do SNEL. O evento conta com 950 expositores, entre editores, livreiros, distribuidores de livros, agentes literários, importadores e exportadores do setor, jornais e revistas, entidades e órgãos ligados ao livro, além de outras empresas de materiais e serviços associados à produção do livro. A expectativa é receber cerca de 600 mil pessoas ao longo dos 11 dias do evento. A Bienal ocupa 55 mil metros quadrados em três pavilhões do Riocentro.
Autores nacionais
A Programação Cultural terá a participação de 270 autores brasileiros, entre eles Adriana Falcão, Adriana Lisboa, Affonso Romano de Sant`Anna, Ana Arruda Callado, Ana Maria Gonçalves, Ana Maria Machado, Ana Miranda, André Sant´Anna, Antonio Cícero, Antonio Torres, Ariano Suassuna, Arthur Dapieve, Chacal, Claudia Roquette-Pinto, Claufe Rodrigues, Clóvis Bulcão, Deonísio da Silva, Eric Nepomuceno, Fernanda Young, Fernando Morais, Ferreira Gullar, Guilherme Fiúza, Heloísa Seixas, Içami Tiba, Ítalo Moriconi, Ivan Junqueira, João Paulo Cuenca, João Ubaldo Ribeiro, José Castello, José Roberto Torero, Jurandir Freire Costa, Juremir Machado da Silva, Laurentino Gomes, Lilian Schwarz, Lívia Garcia-Roza, Lucia Hippólito, Luis Fernando Veríssimo, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Luiz Ruffato, Lygia Fagundes Telles, Marcelo Rubens Paiva, Maria Teresa Maldonado, Martha Medeiros, Mary Del Priore, Mayra Dias Gomes, Miguel Paiva, Mirian Goldenberg, Moacyr Scliar, Paulo César de Araújo, Regina Navarro Lins, Roberto DaMatta, Rubem Alves, Ruth Rocha, Ruy Castro, Santiago Nazarian, Sérgio Cabral, Tania Zagury, Wanderley dos Santos, Ziraldo, Zuenir Ventura.
Autores Internacionais
Segue a lista por ordem alfabética dos 20 autores convidados: best-sellers, premiados e traduzidos para vários países. São seis norte-americanos, três mexicanos, três argentinos, dois peruanos, um colombiano, dois espanhóis, um francês, um australiano e um afegão:
Diplomata de carreira e atual Cônsul Geral do México no Rio de Janeiro, Andrés Ordoñez se aproximou da literatura luso-brasileira quando fez doutorado em filosofia no Instituto de Estudos Brasileiros e Portugueses da Universidade de Londres. O livro Fernando Pessoa, um místico sem fé, publicado aqui pela Editora Nova Fronteira, foi resultado de sua tese de doutorado. Na obra, o autor analisa textos de Fernando Pessoa com base nas correntes de pensamento filosófico do fim do século XIX. Seu livro mais recente, Os avatares da soberania. Tradição hispânica e pensamento político na vida internacional do México está sendo traduzido para o português. É, também, autor das seguintes traduções para o espanhol: Contra a democracia. Antologia de textos políticos de Fernando Pessoa, e Western Marxism, de José Guilherme Merquior.
O americano Andrew Carrol é diretor do “Projeto Legacy” – que tem por objetivo procurar e conservar correspondências trocadas com soldados em tempos de guerra – e autor de três livros sobre este tema que se tornaram best-sellers nos Estados Unidos. Um deles é War Letters, que será lançado na Bienal pela Jorge Zahar Editor como Cartas do Front. O livro reúne cerca de 200 correspondências de guerra, incluindo a Guerra Civil americana, as duas grandes Guerras Mundiais, o período da Guerra Fria, Vietnã, Golfo Pérsico, Somália e Bósnia. A edição brasileira vai ganhar um capítulo especial com as cartas trocadas pelos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.
A nova-iorquina Cecily von Ziegesar é autora da série Gossip Girl, voltada para o público adolescente. A série conta histórias da elite nova-iorquina e é um sucesso nos EUA, onde já vendeu mais de dois milhões de exemplares. No Brasil, 50 mil cópias foram vendidas. Durante a Bienal, a editora Record lança dois novos livros da autora: Nunca Mais!, volume 08 da série Gossip Girl, e Garota Problema, volume 01 de uma nova série chamada It Girl. Cecily estará no Brasil às vésperas do lançamento nos Estados Unidos da série de TV inspirada em seus livros.
Claudia Piñeiro nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1960. É escritora, roteirista de TV e colaboradora de vários veículos impressos. Ganhou prêmios nacionais e internacionais por sua obra literária, teatral e jornalística. Além do romance Tuya (2005), finalista do Prêmio Planeta 2003, publicou as histórias infantis Serafín, el escritor y la bruja (2000) e Un ladrón entre nosotros (2005), Prêmio Ibero-Americano Fundalectura-Norma 2005 da Colômbia. As viúvas das quintas-feiras, sucesso de vendas na Argentina, recebeu o Prêmio Clarín de romance de 2005, escolhido por um júri composto por José Saramago, Rosa Montero e Eduardo Belgrano Rawson. O livro será lançado no Brasil durante a Bienal pelo selo Alfaguara da editora Objetiva.
O jovem escritor de origem peruana Daniel Alarcón acaba de ser selecionado pela prestigiada revista Granta como um dos 20 jovens autores mais promissores dos Estados Unidos. Dele, a Rocco publica às vésperas da Bienal o seu romance de estréia Lost city radio, aclamado pelo escritor Colm Tóibin como uma narrativa ao mesmo tempo terna e assustadora, forte sem perder o lirismo. O romance fala sobre amor e perda numa cidade da América do Sul devastada pela guerra civil. A personagem principal, uma radialista chamada Norma, apresenta toda semana os nomes dos desaparecidos no conflito. Mas a vida dela muda radicalmente quando um garoto de uma pequena aldeia nas montanhas surge em sua vida e apresenta uma pista sobre seu marido, há anos desaparecido.
O colombiano Daniel Samper Pizano é jornalista e acadêmico, colunista do jornal El Tiempo, de Bogotá. Formado em Direito pela Universidade Javeriana, é Mestre em Jornalismo pela Universidade de Kansas e Nieman Fellow da Universidade de Harvard. Trabalhou nos jornais El Tiempo, El Pueblo e Cambio 16, além de ter colaborado com revistas e jornais dos EUA e Europa. É também autor de comédias e séries de televisão, além de já ter publicado mais de trinta livros. Dentre eles o mais recente é Impávido Colosso, ambientado no período da ditadura militar no Brasil, lançando ano passado pela Editora Record. Tradicional best-seller na Colômbia, é conhecido como um dos maiores humoristas em língua espanhola.
O autor mexicano David Toscana - um dos mais representativos da nova prosa latino-americana - é comparado pela crítica ao norte-americano Paul Auster. Lançará durante a Bienal pela Casa da Palavra seu mais recente romance, O exército iluminado, uma fábula que narra o triunfo da loucura sobre a história. Seu livro O último leitor foi eleito pelo jornal O Estado de S.Paulo um dos melhores de 2006. Em reportagem de capa da Bravo! de maio, "Quem é quem na nova onda da literatura latino-americana", Toscana é apontado entre os destaques.
Americana de Michigan, a cabeleireira Deborah Rodriguez foi para o Afeganistão em 2001 como voluntária de um grupo humanitário. Em 2003 fundou o primeiro Salão- Escola de Beleza de Cabul, considerada uma atitude revolucionária para a vida das mulheres da cidade. No livro O Salão de Beleza de Cabul, lançado no Brasil pela editora Campus-Elsevier, Deborah conta histórias que revelam o mundo secreto das afegãs. Por conta do seu trabalho, que vai contra os princípios do Talibã, a autora teve que deixar o Afeganistão em 2003 e freqüentemente passa temporadas refugiada nos Estados Unidos.
O americano de origem holandesa Gordon Sander é jornalista, fotógrafo e historiador, autor de A Família Frank que Sobreviveu – Uma saga da Segunda Guerra, lançado no Brasil pela Jorge Zahar Editor. No livro o autor relata com detalhes a história de sobrevivência vivida por sua família com emoção e rigor histórico, além de abordar o drama do Holocausto na Holanda. Sander escreve regularmente para o jornal Financial Times e já teve artigos publicados no The New York Times e na Rolling Stone, entre outras publicações. É autor de Serling: The Rise and Twilight of Television’s Last Angry Man, indicado para o prêmio Pulitzer.
O livro de estréia do advogado catalão Ildefonso Falcones, A catedral do mar, vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares só na Espanha e já foi adquirido para publicação em mais de 15 países. O autor inspira-se na construção da catedral de Santa Maria do Mar, em Barcelona, para escrever este romance histórico. No relato de quase 600 páginas ambientado no século XIV, cruzam-se a lealdade e a vingança, a traição e o amor, o desespero e a esperança, a guerra e a peste, num mundo marcado pela intolerância religiosa, pela ambição e pela segregação social. O romance levou cinco anos a ser escrito e em poucos meses subiu ao topo das listas dos livros mais vendidos. Será lançado no Brasil pela Rocco durante a Bienal.
Há mais de 30 anos atuando como escritor, o jornalista espanhol é autor da coleção Cavalo de Tróia, que conquistou fãs em todo o mundo. J.J. Benítez tem mais de cinqüenta livros publicados, em sua maioria inspirados por suas investigações, reflexões e viagens – já completou a volta ao mundo mais de cem vezes. Seu último livro é Cavalo de Tróia 8, lançado aqui pela Editora Planeta do Brasil. A série de livros narra a história do major norte-americano Jasão, que a partir de um projeto da Nasa consegue voltar dois mil anos no tempo e tornar-se testemunha ocular da vida de Jesus Cristo. A obra revela fatos marcantes da vida de Cristo e também características peculiares da sociedade da época. De acordo com o autor, sua missão só estará completa depois de terminar toda a saga do Cavalo de Tróia.
Joseph Finder nasceu em Chicago, nos EUA, em 1958, mas passou boa parte da infância no Afeganistão e nas Filipinas. Especializado em estudos sobre a Rússia, Finder lecionou em Harvard e se tornou escritor aos 24 anos. Seus livros alternam entre ficção e não-ficção. Finder é membro da Associação de Oficiais Veteranos de Inteligência, embora nunca tenha trabalhado como espião. Hora zero, seu terceiro romance, contou com a colaboração oficial da CIA e do FBI. E Crimes em primeiro grau, seu trabalho seguinte, tornou-se um filme de sucesso, dirigido por Carl Franklin e estrelado por Morgan Freeman e Ashley Judd. Os direitos de adaptação de Paranóia foram vendidos ao produtor Lorenzo di Bonaventura que produziu Matrix, Harry Potter, e muitos dos filmes baseados nos livros de John Grisham. Finder também escreve sobre espionagem e intrigas internacionais para The New York Times, The Washington Post e The New Republic. O mais recente título do autor publicado pela Rocco foi O executivo, um thriller ambientado no mundo das grandes corporações que controlam cada passo de seus funcionários.
Aos 30 anos, Markus Zusak é considerado um dos mais inovadores e poéticos escritores da atualidade. Seu último livro A Menina que Roubava Livros – que está há mais de um ano na lista de mais vendidos do The New York Times – foi lançado no Brasil em março pela editora Intrínseca e já vendeu 150 mil exemplares. Este livro fez com que os críticos americanos e australianos passassem a considerar o autor um fenômeno literário. Passado na Alemanha da Segunda Guerra Mundial, o romance conta a história da menina Liesel Meminger, uma garota que vive nas proximidades de Munique e tem o hábito de roubar coisas às quais não resiste, como livros, por exemplo. Com a ajuda de seu pai aprende a ler e divide os livros que rouba com os vizinhos e com um judeu escondido no sótão, enquanto a cidade é bombardeada. Em 2006 Zusak ganhou o prêmio “Printz Honor” como melhor autor de livros juvenis com a obra I am the messenger.
Autor de sete romances best-sellers em 12 países, o americano naturalizado português Richard Zimler é autor de O último cabalista de Lisboa, romance eleito por críticos ingleses como o livro do ano de 1998, que o tornou conhecido internacionalmente. A obra faz parte de uma série de três livros de romances históricos sobre uma família de judeus portugueses do século XVI, composta também pelos livros Meia-Noite ou O Princípio do Mundo e Goa ou o Guardião de Aurora. Jornalista e professor da Universidade do Porto colabora com o Los Angeles Times e com o San Francisco Chronicle . O autor também dedica o seu tempo à tradução para inglês de alguns poetas portugueses contemporâneos, entre os quais Al Berto e Pedro Tamen. Durante a Bienal, a editora Relume Dumará vai lançar seu mais recente sucesso, À procura de Sana, um thriller que revela o cotidiano da guerra entre árabes e judeus. Zimler já ganhou prêmios literários no Reino Unido e em Portugal.
Sociólogo argentino e colunista dos principais jornais de seu país, Rodolfo Enrique Fogwill é autor de seis livros de poesia e três coleções de relatos. Na Bienal do Livro lançará pela Casa da Palavra a edição brasileira de Los Pichiciegos – ficção passada durante a Guerra das Malvinas - que já está na quinta edição na Argentina e tornou-se um clássico político no país, sendo leitura obrigatória entre estudantes. No início da década de 80 os originais do livro saíram da Argentina clandestinamente e vieram parar em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, onde foram mimeografados. Circularam entre críticos e editores brasileiros e exilados argentinos. O romance foi escrito em 1982, quando ainda não havia informação oficial do governo argentino sobre a guerra, que só terminaria em 1983, e a Argentina, assim como o Brasil, vivia em pleno regime militar. No romance, o autor teve como intenção escrever acerca de si mesmo, da revolução, da contra-revolução, do amor, do comércio e da democracia que sobreviria.
Santiago Roncagliolo nasceu em Lima, no Peru, em 1975. Em 2006, tornou-se o autor mais jovem a receber o Prêmio Alfaguara, concedido anualmente a autores de língua espanhola. É autor do livro de contos Crecer es un oficio triste e dos romances El príncipe de los caimanes e Pudor, que recentemente ganhou uma versão para o cinema. Roteirista, dramaturgo, tradutor literário e jornalista, Roncagliolo vive atualmente em Barcelona e é colaborador do jornal El País, além de diversos periódicos da América Latina. O livro Abril Vermelho foi lançado no Brasil em abril pelo selo Alfaguara da editora Objetiva.
Conhecido por difundir a literatura latino-americana contemporânea, o poeta, escritor e editor argentino Santiago Vega faz sua estréia no Brasil com o livro Coisa de Negros, que ele assina sob o pseudônimo de Washington Cucurto. O título – que será lançado pela Rocco na Bienal - é composto de duas pequenas novelas que se passam num mundo imaginário chamado cumbia e reúnem confrades e malandros da música tropical de toda a América Latina numa trama revolucionária e inverossímil. Do encontro do mundo alegre e musical da cumbia com a literatura, resulta uma escrita completamente nova, original, tecida de oralidade e gíria popular, e colorida por uma imaginação delirante e barroca.
Famoso por suas ilustrações, Serge Bloch nasceu na vila de Colmar, na França, em 1956. Estudou desenho na Escola de Artes Decorativas de Strasburgo e já ilustrou para jornais como The New York Times, Washington Post, Chicago Tribune e também para a revista Time. Recebeu a Medalha de Ouro da Society of Illustrators (EUA) pelo conjunto da obra. Seu trabalho mais recente é o livro infantil Fico à espera, que será lançado pela editora Cosac e Naify durante a Bienal do Livro. Para a obra, a primeira de Bloch traduzida para o português, o ilustrador criou desenhos de poucos traços em preto e branco. Atualmente cria histórias para o herói Samsam, que já virou personagem de desenho animado na França. Entre seus principais trabalhos literários estão os livros: Eu tenho medo!, As Aventuras do Presidente da República, Está tudo bem? e Como se livrar do irmãozinho?.
Maior editor e livreiro do Afeganistão, Shah Muhammad Rais é o “Livreiro de Cabul” em pessoa. Ele está processando a norueguesa Asne Seierstad, que escreveu o best seller O Livreiro de Cabul inspirado em sua vida. Em resposta ao livro da Asne, escreveu o livro Eu Sou O Livreiro de Cabul, editado aqui pela Bertrand Brasil. O livro traz o depoimento do livreiro, protagonista que teve a vida devassada de forma polêmica pela jornalista norueguesa. Shah Muhammad Rais faz refletir sobre questões graves e atuais, causando um profundo impacto acerca da abismal diferença entre os modos de vida ocidental e oriental.
Xavier Velasco nasceu na Cidade do México, em 1958. Desde muito jovem exerceu a atividade de escritor, o que mais tarde o fez abandonar os cursos universitários de Ciências Políticas e Literatura em troca de seus livros. Trabalhou como jornalista e publicitário até conseguir dedicar-se inteiramente à literatura. Com um estilo rápido e fluente, suas narrativas e crônicas têm aparecido em diversos jornais, revistas e suplementos culturais. É autor dos livros Cecilia (1994), El materialismo histérico (2004), Luna llena en las rocas (2005) e Éste que ves (2007), entre outros. Diabo Guardião, publicado em 2003, tornou-se seu romance mais conhecido ao vencer o Prêmio Alfaguara, concedido anualmente a autores de língua espanhola. O livro será lançado na Bienal pelo selo Alfaguara da editora Objetiva.
Programação Cultural
A Programação Cultural da Bienal do Livro conta com a participação recorde de 290 autores que compartilham as mesas de bate-papo e debates para falar dos mais diversos temas. Somando todos os espaços da Programação Cultural são 132 sessões, número também inédito na história da Bienal. As grandes novidades são os espaços Botequim Filosófico e Esquina do Leitor. O Jirau de Poesia, lançado em 2005, entrou para a grade da programação, assim como a Arena Jovem, que teve sua primeira edição em 2003.
Botequim Filosófico – Uma das novidades desta edição, é idealizado pela filósofa e escritora Guiomar de Grammont, diretora do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade de Ouro Preto. A inspiração veio dos “Cafés Filosóficos” que tiveram sua origem na França em 1992 com Marc Sautet e Pascal Hardy. Os dois juntavam amigos filósofos para discutir temas diversos, revivendo o período clássico de Atenas quando os chamados “filósofos” tinham o hábito de discutir questões em praças públicas. O espaço vai dar vazão às “conversas de botequim”, provocando a reflexão de forma dinâmica e lúdica, dentro da perspectiva de que o pensamento ganha novas dimensões se exercido coletivamente. “No Botequim Filosófico as pessoas vão se divertir pensando e poderão se surpreender com sua própria capacidade de produzir insights”, explica Guiomar. Com mesinhas quadradas de madeira, petiscos e bebidas, o Botequim Filosófico terá capacidade para 60 pessoas em cada uma de suas 12 sessões.
Esquina do Leitor – É o local de interatividade da Bienal. Em 12 das 25 sessões da atração - batizadas de “Série Opinião” - o público poderá participar dos debates, manifestando sua opinião contra ou a favor do tema através de votação eletrônica. “A Esquina será um lugar dedicado aos assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia, às polêmicas que mexem com a opinião pública, como o aborto, a corrupção, a maioridade penal e a descriminalização das drogas”, explica a curadora Rosa Maria Barboza de Araújo. Nas demais sessões os autores se reúnem para falar sobre seus últimos livros, seus projetos e sonhos. “Escritores e intelectuais de todos os cantos do Brasil, além de autores convidados de outros países, se cruzam nesta esquina de gente que gosta de pensar e quer saber cada vez mais”, define Rosa Maria. A cenografia da Esquina do Leitor reproduz uma esquina de rua com bancos para os palestrantes e o público se sentarem.
Café Literário – Reunindo grandes nomes da literatura brasileira e internacional, o Café Literário prometendo repetir os sucessos anteriores em 36 bate-papos informais sobre a literatura de humor, cinema, teatro, cidade e todos os gêneros literários. A série “Amigos para Sempre” vai trazer amigos de autores já falecidos falando de suas vivências com a pessoa homenageada.
Jirau de Poesia – Lançado em 2005, o Jirau da Poesia fez tanto sucesso que ganhou lugar cativo na Bienal do Livro. Em 13 sessões, cerca de 40 poetas – como Affonso Romano de Sant`Anna, Chacal, Ivan Junqueira, Ítalo Moriconi, Claudia Roquette-Pinto, Mano Melo, Leda Hühne, Elisa Lucinda, Cabelo, Antonio Calloni e Ferreira Gullar, entre outros - estarão reunidos lendo poesia e conversando com os amantes do gênero. O mediador será o poeta e jornalista Claufe Rodrigues.
Fórum de Debates - Jornalistas, intelectuais e escritores consagrados discutem temas diversos nos auditórios do Riocentro. As 21 sessões ocorrem principalmente nos finais de semana. Entre os assuntos em discussão estão: os limites da violência, vida na favela, amor e guerra, censura ao livro, história, educação, biografias de artistas, literatura na internet, cinema e literatura, sexo e racismo.
Arena Jovem – Lançada em 2003, a Arena Jovem é um espaço especialmente voltado para jovens adultos e adolescentes. Escritores e personalidades de diferentes áreas – artistas, músicos, psicanalistas, educadores e jornalistas - conversarão sobre temas de interesse desse público: relacionamentos e conflitos em família, vícios, moda, saúde, educação, meio ambiente, vida digital, música etc.
Praça do Autógrafo - É um espaço reservado para os escritores autografarem suas obras e encontrarem com os leitores. A praça terá mesinhas, cadeiras e um balcão especial para a venda de livros.
Visitação Escolar - Em seis dos onze dias de evento, a Bienal do Livro estende tapete vermelho para aproximadamente 170 mil estudantes, de 07 a 14 anos, de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro. Antes da visita, as escolas inscritas recebem o Kit Visitação Escolar com informações sobre a Bienal e preenchem um cadastro explicando o objetivo da visita à feira. Durante o passeio, as crianças têm a oportunidade de entrar em contato com autores, contadores de histórias e ilustradores. Assim como nos anos anteriores, os estudantes também farão uso da Nota da Bienal, a moeda oficial dos alunos, que reverte o valor do ingresso em um livro. O valor da “Nota” este ano é de R$ 4,00. Esta iniciativa – um projeto pioneiro e exclusivo da Bienal do Livro – foi reconhecida como ação de responsabilidade social e ganhou o Prêmio Caio 2002, um dos mais importantes no segmento de Eventos Profissionais na categoria Evento Terceiro Setor. Os dias da Visitação Escolar são 14, 17,18,19, 20 e 21 de setembro.
Encontro Nacional dos Secretários de Cultura - A XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro foi escolhida para abrigar o Encontro Nacional dos Secretários de Estado de Cultura, que reunirá Secretários de Cultura de todo o país. O objetivo da reunião, que acontece no dia 13 de setembro, é promover diálogos e contatos entre os gestores das políticas culturais dos 27 Estados brasileiros, permitindo o intercâmbio de ações e de futuras parcerias.
Patrocinadores – Light, Embratel e Petrobras são os patrocinadores oficiais da XIII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. A Light patrocina também a Visitação Escolar e o Fórum de Debates que terá uma mesa exclusivamente voltada para professores, cujo tema será Educação. O Café Literário será patrocinado pela Bradesco Seguros – que também é a seguradora oficial da Bienal; a Arena Jovem será patrocinado pelo portal UOL e o Botequim Filosófico pela VISA. O evento literário conta ainda com o apoio da TV Globo, GloboNews, Canal Futura e Bovespa
SERVIÇO
Site Oficial – www.bienaldolivro.com.br
Riocentro – Av. Salvador Allende 6.555 – Barra da Tijuca; Tel: 21. 3431-4000
Pavilhões – Pavilhão Verde, Azul e Laranja
Entrada principal – Pavilhões Verde e Laranja
Horário de funcionamento:
13 de setembro........12h às 22h
14 de setembro......... 9h às 23h
15 de setembro.........10h às 23h
16 de setembro.........10h às 22h
17 de setembro.......... 9h às 22h
18 de setembro.......... 9h às 22h
19 de setembro.......... 9h às 22h
20 de setembro...........9h às 22h
21 de setembro.......... 9h às 23h
22 de setembro.........10h às 23h
23 de setembro........ 10h às 22h
Mais informações:
In Press Porter Novelli
Daniela Farina – daniela.farina@inpresspni.com.br
Tel: 21. 3723-8096 / 9466-3579
Tatiana Wolff – tatiana.wolff@inpresspni.com.br
Tel: 21. 3723-8095 / 9966-3603
Ligia Batista – ligia.batista@inpresspni.com.br
Tel: 21. 3723-8106