Pouquíssimas metrópoles mundiais podem oferecer aos seus visitantes um conjunto tão belo de natureza como o Rio de Janeiro. A cidade soube, mesmo com o crescimento urbano ao longo dos séculos, preservar tanto a orla marítima quanto as florestas, o que lhe confere inigualável combinação entre o azul do céu e do mar com o verde das montanhas.






Seus mais conhecidos cartões postais são prova inequívoca. O desenho sinuoso do calçadão de Copacabana, ao lado de areias brancas acariciadas pelo Oceano Atlântico, é cenário perfeito para caminhadas matinais - antes da agenda de congressos, convenções ou feiras - ou nos fins de tarde, com o céu pintado pelo pôr do sol.
A beleza não fica restrita à chamada "princesinha do mar". Repete-se nos 90 quilômetros de praias. Na Zona Sul e na Barra, além do calçadão, há ciclovias para quem quiser se aventurar em duas rodas. Do Cristo Redentor, no alto do morro do Corcovado, abraçado pela densa Mata Atlântica, descortina-se o oceano, a floresta e a lagoa Rodrigo de Freitas, um coração d'água abraçado pela Zona Sul.



De baixo, principalmente da orla da Lagoa, a magnífica escarpa de pedra é o altar perfeito para a imagem do Cristo que brilha altiva no topo. O Jardim Botânico, também na Zona Sul, além de excelente local para passeios movidos a ar puro, oferece uma aula de botânica mundial, com sua coleção de espécies iniciada no século XIX.
E a Floresta da Tijuca ganhou trilhas sinalizadas em circuitos para iniciantes ou trekkers profissionais e, ainda, praticantes de mountain bike. Não raro pode se ter contato com a fauna local, sejam saguis pulando de galho em galho nas árvores, seja a revoada de beija-flores no restaurante Floresta. Há diversas operadoras de turismo que oferecem passeios pela Floresta e regiões vizinhas, passando por pontos de beleza incrível como a estrada das Paineiras ou os mirantes da Vista Chinesa e de Dona Marta. Quem dispuser de mais tempo pode conhecer a natureza quase virgem na Zona Oeste.





A orla formada pela Prainha - reduto de surfistas- e Grumari, sem edificações, conserva a vegetação nativa como nos idos do descobrimento do país. Próximo a estas praias está o sítio onde morou o paisagista Roberto Burle Marx (Estrada da Barra de Guaratiba, 2.019 - Barra de Guaratiba - Tel: 410-1412 / 410-1171), aberto à visitação, com uma coleção de plantas vindas de todo o mundo mas, particularmente, ricos exemplares da flora brasileira. Perfeito para um safári ecológico-fotográfico. Tours de helicóptero ou vôos duplos de asa-delta ou parapente podem ser outras formas inesquecíveis de guardar na lembrança esta generosidade natural da cidade. Generosidade tal que todos os centros de convenção são obrigados a instalar pesadas cortinas pois seria impossível competir em atenção com as belas imagens que se vê das janelas. Mas sempre haverá tempo para desfrutá-las.