Carioca. Mais que a simples designação de quem nasce na cidade do Rio de Janeiro, é um estado de espírito. Ser carioca é ter espírito leve, ser naturalmente alegre, receptivo, simpático e... bem, a beleza depende muito do gosto de cada um, mas os registros formais e informais põem o carioca num lugar privilegiado numa escala mundial. O que permite que sejam cariocas os nascidos em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Estados Unidos, França, Espanha, Inglaterra...

A cidade foi colonizada por portugueses onde antes era ocupada por índios. Depois vieram os negros, os franceses, imigrantes italianos, judeus, japoneses e, da generosidade desta terra e da mistura de todas as raças nasceu um povo que, num primeiro momento, sempre sorri. Um povo capaz de ter discussões que mais parecem batalhas sobre paixões como futebol e samba, ainda que esteja em meio a uma roda de chope entre amigos.



Um povo que, ademais estes atrativos oferecidos em natureza, cultura, gastronomia, música, comércio e negócios, mantém a cidade funcionando com seu trabalho árduo, apesar do convite ao desfrute. Não se iludam, pois, os que olharem invejosos as centenas de banhistas nas praias durante a semana. Para cada um deles, há uma multidão em plena atividade.








Quem vem ao Rio pela primeira vez, mesmo que encontre alguém que não saiba falar outro idioma, além do português, perceberá o quanto o carioca se esforça para ajudar, se fazer entender, mesmo que apenas em gestos. Os mais sortudos podem até mesmo ganhar um convite para um chope, uma espécie de senha de convívio oficial da cidade.

Quem parte depois de uma estada na cidade, além das recordações da música, dos sabores, das cores da cidade, leva ainda um sentimento sem tradução em qualquer idioma: saudade. Algo que quer dizer a falta que fará a quem parte tudo aquilo o que viveu no Rio. E, mais, a certeza de que a saudade só passa na próxima visita. Não é à toa que o maior símbolo da cidade está de braços abertos. Sempre.