Prefeitura do RIO inaugura estátua em homenagem a Tom Jobim na orla de Ipanema

Notícias recentes sobre o que acontece de mais importante voltar

A Prefeitura do Rio prestou, na manhã do último dia 08, uma homenagem ao maestro e compositor Tom Jobim, através da instalação da estátua do artista na orla da Praia Ipanema, eternizada com a canção “Garota de Ipanema”. A data de inauguração marca os 20 anos da morte do músico.  A cerimônia, que foi acompanhada por amigos e familiares do artista, como a viúva Ana Jobim e os filhos do músico Maria Luiza e Paulo Jobim, teve como destaque a apresentação da banda Sexteto Terra Brasilis, escolhida pela família do compositor especialmente para a ocasião.

“Há 20 anos perdíamos nosso maior maestro. Ele precisava ser eternizado no lugar onde passou grande parte de sua vida. Já pedimos a instalação de duas câmeras, mas esperamos que elas não sejam necessárias e que a população saiba cuidar de seus ícones e patrimônio com respeito”, disse o secretário de Turismo do Rio, Antônio Pedro Figueira de Mello.

Encomendada pelo governo municipal para comemorar a data, a escultura em tamanho real do artista foi instalada na altura da Avenida Francisco Bhering, na entrada do Arpoador. A estátua levou pouco mais de quatro meses para ficar pronta e, a partir de agora, se firmará como mais um ponto turístico da cidade.

“Tom Jobim amava Ipanema e frequentava o Arpoador. Ele agora faz parte das belezas do Rio que escrevia com tanto talento”, afirmou o subprefeito da Zona Sul, Bruno Ramos.
Concebida pela artista plástica Christina Motta, a escultura foi inspirada numa foto do compositor, acompanhado de Vinicius de Moraes, tirada nos anos 60.

“Escolhi retratar um Tom bonito, quando estava no auge. A foto que usei é muito significativa, porque ele e Vinicius tinham acabado de fazer uma sinfônica em Brasília. Para mim, que sempre fui fã de Tom e acompanhei sua carreira, fazer esse trabalho foi motivo de orgulho e grande emoção”, explica.

O mesmo sentimento também tomou conta da família de Tom Jobim.  Para a viúva do compositor, Ana, a escultura é “perfeita” e retrata um período de grande importância na vida de seu marido.
“Os anos 60 representaram o auge de sua vida artística. Gostei muito de vê-lo com o violão, que era uma marca dele, assim como o piano também foi”, conta.

Em seu discurso, Paulo Jobim afirmou que a homenagem não poderia ter ficado em lugar mais significativo. Além disso, para ele, o violão deu um “toque especial” à obra.

“Ele era um menino do Arpoador, gostava de pegar jacaré e pescar aqui na praia. Ele agora vai ficar aqui, em um ponto que sempre adorava frequentar. Achei lindo. Também gostei muito de vê-lo carregando o violão, com uma expressão leve e descontraída no rosto, exatamente como ele era”, finaliza.